
A crescente popularidade da suplementação com colágeno reflete o avanço da ciência nutricional e o reconhecimento de seu papel em diferentes estratégias clínicas. Amplamente utilizado no suporte à saúde da pele, articulações e composição corporal, o colágeno vem ganhando destaque como um ingrediente versátil e funcional. A prática clínica evolui para um olhar mais refinado, que considera não apenas sua presença na formulação, mas também as características que influenciam sua eficácia, como o perfil molecular e sua atuação no organismo.
Do ponto de vista fisiológico, apenas a ingestão de colágeno não garante, por si só, a magnitude dos efeitos observados Para que exerça qualquer função biológica, é necessário que o ingrediente seja adequadamente digerido, absorvido e disponibilizado nos tecidos-alvo. Nesse sentido, o conceito de biodisponibilidade torna-se central na avaliação da qualidade e da eficácia de diferentes fontes de colágeno.
Mais do que a quantidade ingerida, a resposta clínica é influenciada por fatores como o perfil molecular dos peptídeos, o grau de hidrólise e a capacidade de absorção intestinal. Essa variabilidade explica por que diferentes produtos à base de colágeno podem apresentar resultados distintos no manejo clínico.
Diante disso, compreender as características que influenciam a biodisponibilidade do colágeno é fundamental para uma prescrição mais assertiva, baseada não apenas na composição, mas na capacidade de ser absorvido e de disponibilizar peptídeos na circulação
A ingestão de proteínas, incluindo o colágeno, envolve um processo complexo de digestão e absorção. Após a ingestão, o colágeno hidrolisado é quebrado em peptídeos de diferentes tamanhos e aminoácidos livres, que serão absorvidos ao longo do trato gastrointestinal.
No entanto, nem todos esses fragmentos apresentam o mesmo efeito metabólico ou a mesma funcionalidade. A estrutura molecular dos peptídeos gerados durante a hidrólise é um fator relevante para sua absorção e bioatividade.
Peptídeos com características específicas, como a presença de hidroxiprolina e sequências bioativas, podem ser absorvidos intactos e atingir a circulação sistêmica, onde podem interagir com diferentes tecidos, conforme sugerido por estudos experimentais e clínicos. Isso sugere que a eficácia do colágeno não depende apenas de seu conteúdo proteico, mas da qualidade e especificidade dos peptídeos formados.
A biodisponibilidade pode ser definida como a fração de um nutriente que é efetivamente absorvida e utilizada pelo corpo. No contexto da suplementação com colágeno, esse conceito ganha destaque ao explicar por que produtos com composições aparentemente semelhantes podem apresentar resultados clínicos distintos.
Para o profissional de saúde, considerar a biodisponibilidade implica avaliar não apenas a presença do nutriente, mas sua capacidade de chegar ao local de ação em forma ativa.
Dentre os fatores que influenciam diretamente a biodisponibilidade do colágeno incluem: grau de hidrólise da proteína, tamanho dos peptídeos gerados, composição de aminoácidos, estabilidade dos peptídeos durante a digestão e capacidade de transporte intestinal.
Entre os fatores que influenciam a biodisponibilidade, o tamanho dos peptídeos é um dos mais relevantes. Peptídeos de menor peso molecular, , frequentemente chamados de oligopeptídeos, tendem a apresentar maior eficiência de absorção no intestino.
Isso ocorre porque esses peptídeos utilizam transportadores específicos, como o PepT1, que permite sua absorção intacta, sem necessidade de completa degradação em aminoácidos livres.
Estudos demonstram que peptídeos como Pro-Hyp e Hyp-Gly, dentro outros derivados do colágeno, podem ser detectados na circulação após a ingestão, sugerindo que não apenas são absorvidos, mas também permanecem estruturalmente intactos para exercer funções biológicas. O estudo analisou especificamente peptídeos de colágeno no sangue após ingestão e confirmou que estes peptídeos são detectados sistemicamente e não estão apenas como aminoácidos livres, mas também na forma peptídica intacta (Yazaki M et al., 2017). Essa característica é particularmente relevante, pois esses peptídeos podem atuar como sinalizadores celulares, estimulando processos como síntese de colágeno, atividade de fibroblastos e remodelação tecidual.
Dessa forma, a presença de oligopeptídeos de colágeno bioativos pode representar um fator relevante na resposta à suplementação.
Diante da importância do perfil peptídico, a padronização molecular emerge como um fator essencial na escolha de ingredientes à base de colágeno. Os produtos que apresentam grande variabilidade na composição de peptídeos podem resultar em respostas clínicas inconsistentes, dificultando a previsibilidade dos resultados. Por outro lado, ingredientes desenvolvidos com tecnologias que permitem o controle do perfil peptídico oferecem maior consistência e confiabilidade.
Dentro desse conceito importante na prática do nutricionista, a escolha do ingrediente passa a ser determinante para a previsibilidade dos resultados clínicos.
A proposta da Genu-in® está justamente alinhada a essa necessidade clínica. Por meio da tecnologia Peptide Profile Tailoring, o ingrediente é desenvolvido para entregar um perfil específico e padronizado de peptídeos de colágeno bioativos, com controle sobre:
Associada a isso, a utilização de análise proteômica permite mapear e quantificar os peptídeos presentes, garantindo consistência entre lotes e maior previsibilidade funcional.
Além disso, a inclusão do oligopeptideos de colágeno, presentens no Genu-in® Skin e Genu-in Life Skin, na Lista Positiva da ANVISA reforça que o ingrediente atende aos critérios regulatórios estabelecidos para uso em suplementos alimentares, agregando um nível adicional de segurança e confiabilidade.
Para o profissional de saúde, a combinação entre validação regulatória, padronização molecular e suporte científico contribui para uma escolha mais criteriosa de ingredientes, elevando o padrão da prescrição nutricional para um resultado direcionado com qualidade, rastreabilidade e evidência.
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Fontes
-Yazaki M, Ito Y, Yamada M, Goulas S, Teramoto S, Nakaya MA, Ohno S, Yamaguchi K. A ingestão oral de hidrolisado de colágeno leva ao transporte de gly-pro-hyp altamente concentrado e sua forma hidrolisada de pro-hyp para a corrente sanguínea e a pele. J Química Agroalimentar 2017 22 de mar; 65(11):2315-2322. doi: 10.1021/acs.jafc.6b05679. Epub 2017 08 de mar. PMID: 28244315.
-SUGIHARA, F.; INOUE, N.; KUWAMORI, M.; TANIGUCHI, M. Quantification of hydroxyprolyl-glycine (Hyp-Gly) in human blood after ingestion of collagen hydrolysate. Journal of Bioscience and Bioengineering, 2012. Pages 202-203, ISSN 1389-1723, https://doi.org/10.1016/j.jbiosc.2011.09.024.
-Virgilio N, Schön C, Mödinger Y, van der Steen B, Vleminckx S, van Holthoon FL, Kleinnijenhuis AJ, Silva CIF, Prawitt J. Absorption of bioactive peptides following collagen hydrolysate intake: a randomized, double-blind crossover study in healthy individuals. Front Nutr. 2024 Aug 1;11:1416643. doi: 10.3389/fnut.2024.1416643. PMID: 39149544; PMCID: PMC11325589.


